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A integração de ressonância magnética com aceleradores lineares representa um dos desenvolvimentos mais significativos em radioterapia guiada por imagem da última década. Sistemas como o Elekta Unity (1,5 T) e o ViewRay MRIdian (0,35 T) permitem visualizar tumores e estruturas críticas com resolução de tecidos moles em tempo real, durante a irradiação. Essa capacidade abre perspectivas concretas para a adaptação de plano diária (online adaptive radiotherapy) e para a redução de margens de planejamento em sítios de alta mobilidade como pulmão, próstata e pâncreas.

No entanto, a presença do campo magnético estático introduz perturbações físicas que algoritmos configurados para ambientes sem campo não representam. O campo modifica as trajetórias dos elétrons secundários, altera a distribuição de dose nas interfaces e pode produzir diferenças clinicamente relevantes em geometrias com ar e baixa densidade. A conclusão correta não é que uma família algorítmica seja sempre inválida, mas que o motor usado no MR-Linac precisa incorporar explicitamente o campo e ser validado para a configuração comercial específica.

Electron trajectories under the Lorentz force in MR-Linac
Infográfico técnico do cluster de algoritmos de cálculo de dose.

Este artigo discute os mecanismos físicos subjacentes a esses efeitos, como os sistemas de planejamento de tratamento (TPS) os modelam computacionalmente, os requisitos de comissionamento e controle de qualidade (QA) específicos de MR-Linac, e as implicações práticas para os sítios anatômicos mais frequentemente tratados nessa plataforma. As distinções entre descrição física estabelecida, implementação comercial e evidência de validação clínica são explicitadas ao longo do texto.


Por que adicionar um campo magnético muda a dosimetria

Em aceleradores convencionais, a deposição de dose por um feixe de fótons é mediada principalmente por elétrons secundários. Implementações clínicas projetadas somente para campo magnético nulo não incluem a força de Lorentz no transporte eletrônico. Por isso, o nome genérico do algoritmo não basta: é preciso confirmar se a versão do TPS foi desenvolvida e comissionada para a geometria magnética do equipamento.

Quando um campo magnético estático B é superposto ao volume irradiado, a força F = q(v × B) desvia cada elétron carregado de sua trajetória linear. Para elétrons de energia típica em terapia com fótons (2–20 MeV), o raio de curvatura no campo de 1,5 T do Unity é da ordem de centímetros — comparável ao alcance próprio desses elétrons no tecido mole. O resultado é que a distribuição de dose deixa de ser axialmente simétrica e passa a depender da orientação entre o campo B, o feixe de fótons e as interfaces de material presentes na geometria do paciente. Fótons, por serem neutros, não são desviados; apenas o transporte eletrônico secundário é perturbado.

Três consequências práticas emergem diretamente desse fato. Primeiro, mesmo em campo homogêneo, o desvio dos elétrons no plano perpendicular a B cria assimetria nos perfis do feixe, observável em medições com câmaras de ionização ou filmes. Segundo, em fronteiras entre tecido e ar (parede torácica sobre pulmão, mucosa esofagiana, superfície cutânea), a mudança abrupta de densidade eletrônica amplifica o desvio, produzindo sobre- ou subdosagem localizada dependendo da geometria e orientação. Terceiro, emerge o chamado electron return effect (ERE), descrito na seção seguinte, que é fisicamente distinto da mera assimetria de perfil.

A revisão de Sim et al. (2020) sistematiza os desafios físicos em radioterapia guiada por RM, cobrindo perturbação de dose, instrumentação e QA. Ela distingue explicitamente entre o que está bem estabelecido fisicamente, o que foi validado em condições clínicas e o que permanece em investigação — uma distinção que deve guiar a implementação em qualquer serviço.


Força de Lorentz e electron return effect

O ERE é o fenômeno mais amplamente documentado da interação entre campo magnético e dosimetria em MR-Linac. Ocorre quando elétrons secundários penetram em regiões de baixa densidade eletrônica (pulmão, ar intraluminal) e, ao invés de se dispersarem progressivamente como fariam sem campo, descrevem trajetórias curvas que os fazem retornar ao tecido de alta densidade adjacente. O resultado é um pico de dose na superfície do tecido “receptor” — por exemplo, na parede interna de um tumor adjacente a pulmão, ou na mucosa esofagiana adjacente a ar.

A configuração mais comum no Unity é feixe perpendicular a B (campo paralelo ao eixo crânio-caudal, feixe entrando lateralmente). Nessa configuração, o ERE é mais pronunciado porque os elétrons emitidos para frente do ponto de interação têm componente de velocidade no plano onde a força de Lorentz é máxima. Para feixe paralelo a B, os elétrons tendem a espiralar ao longo das linhas de campo, reduzindo o ERE mas favorecendo o electron streaming (próxima seção).

A magnitude do ERE depende de quatro variáveis principais: intensidade do campo magnético (campo maior → maior curvatura → ERE mais pronunciado), energia do feixe (feixes de maior energia produzem elétrons com maior raio e, portanto, maior distância de retorno), ângulo entre feixe e campo, e geometria da interface (plana, côncava ou convexa). Essas dependências foram caracterizadas em trabalhos de bancada, com câmaras de ionização e filmes, em geometrias de referência com phantoms sólidos e de água.

É fundamental distinguir a evidência disponível em diferentes contextos. O ERE como fenômeno físico em geometrias simples está bem estabelecido e é reproduzido por simulações Monte Carlo validadas. A extrapolação quantitativa para geometrias clínicas complexas — com tumor irregular, múltiplas interfaces e variação intrafração — é objeto de pesquisa ativa e tem incertezas que precisam ser consideradas no planejamento clínico.


Electron streaming em cavidades e regiões fora do campo

Quando o feixe é paralelo ao campo magnético, os elétrons secundários tendem a seguir as linhas de campo em vez de se dispersarem lateralmente. Esse fenômeno, denominado electron streaming, produz feixes estreitos e altamente localizados de elétrons que atravessam cavidades (traqueia, esôfago, intestino) e regiões periféricas ao campo de tratamento com fluência significativamente maior do que seria esperado na ausência de campo.

O electron streaming tem duas consequências práticas distintas. A primeira é o aumento de dose periférica — relevante para órgãos de risco distantes do alvo, particularmente em pacientes pediátricos ou quando estruturas radiosensíveis estão próximas ao campo. A segunda é o depósito de dose em padrões filamentares dentro de cavidades de ar ou gás intestinal, padrão que algoritmos determinísticos sem campo não modelam. A detecção experimental do electron streaming requer dosímetros com alta resolução espacial — filmes radiocrômicos ou arrays 2D de pequenos detectores — pois o fenômeno se manifesta em regiões estreitas.

A implicação prática mais importante é que protocolos de QA de MR-Linac devem incluir verificação de dose fora do campo como componente explícito. Em aceleradores convencionais, a dose periférica fora do campo é pequena e raramente verificada diretamente. No MR-Linac, o electron streaming pode produzir doses periféricas não previstas pelos algoritmos convencionais. Esse ponto é um cenário de falha real, não hipotético, e deve constar do treinamento da equipe de física médica.


Como Monte Carlo e GPUMCD modelam o problema

A solução natural para o transporte de partículas em campo magnético é o método Monte Carlo (MC). Simuladores como EGSnrc, GATE/Geant4 e MCNP permitem incluir a força de Lorentz explicitamente no passo de transporte eletrônico, adicionando o termo qv × B à equação de movimento a cada passo. Códigos MC validados reproduzem o ERE, o electron streaming e as assimetrias de perfil com fidelidade adequada a partir de dados experimentais em geometrias de referência, o que os torna a referência para validação de algoritmos comerciais.

O desafio clínico é o tempo de cálculo. A redução da incerteza estatística aumenta o número de histórias e o custo computacional, enquanto a adaptação online impõe uma janela operacional curta. O desempenho deve ser medido no hardware, na grade e no protocolo de incerteza usados pelo próprio serviço.

O GPUMCD surgiu originalmente como uma plataforma Monte Carlo orientada a GPU, não como um algoritmo criado especificamente para o Unity. Implementações comerciais posteriores podem incorporar o campo magnético e integrar fluxos do Monaco/Unity, mas essa capacidade é dependente de produto e versão. O mesmo vale para a grandeza de dose: não se deve assumir dose to medium ou dose to water sem consultar a documentação e os dados exportados pela versão comissionada.

Tabela 1 — Comparação de algoritmos de cálculo de dose no contexto de MR-Linac

Família Tipo Requisito para MR-Linac Limitação se usada sem adaptação ao campo
Pencil Beam / kernel Analítico ou semi-analítico Modelo explicitamente validado com campo B Pode perder assimetria, ERE e streaming
Solver LBTE Determinístico Termo de transporte compatível com a geometria magnética O nome LBTE, sozinho, não garante suporte ao campo
Monte Carlo em GPU Estocástico Transporte eletrônico com força de Lorentz e modelo de feixe local Resultado depende de materiais, grade, estatística e beam model
Monte Carlo independente Estocástico Código e geometria validados para o campo estudado Custo e integração podem limitar o uso online

O GPUMCD é uma implementação comercial cujas validações clínicas continuam acumulando evidências. Validações em geometrias de referência são mais robustas do que validações em casos clínicos complexos. Cenários que podem desafiar as hipóteses do modelo incluem implantes metálicos volumosos próximos ao alvo, anatomias com cavidades de ar de geometria extremamente irregular, e pacientes fora da faixa de variação coberta pelo comissionamento local.


Densidade eletrônica, synthetic CT e atribuição de materiais

Em planejamento convencional, a TC de simulação fornece números de Hounsfield (HU), convertidos em densidade eletrônica relativa via tabela de calibração HU-ρe. No MR-Linac, a imagem disponível em tempo real é uma RM, cujo sinal não tem relação física direta com a densidade eletrônica. Três abordagens são usadas para contornar esse problema:

Bulk density assignment: estruturas contornadas recebem valores fixos de densidade eletrônica a partir de tabelas de referência (tecido mole, osso, pulmão, ar). É o método mais rápido e o mais usado clinicamente, mas introduz erros quando a anatomia real se afasta da referência — pulmão hiperinsulflado versus atelectático, por exemplo, pode ter densidades muito diferentes do valor de referência atribuído.

Synthetic CT (sCT): algoritmos de aprendizado de máquina ou bases de atlas geram uma imagem pseudo-CT a partir da RM, com valores de HU aproximados pixel a pixel. Permite cálculo de dose com resolução espacial completa e captura heterogeneidades locais não contempladas pelo bulk density. Falha quando a RM apresenta artefatos de movimento, susceptibilidade magnética intensa (próximo a próteses) ou quando a anatomia do paciente está fora da distribuição de treinamento do modelo.

CT de referência com registro deformável: a CT de planejamento inicial é registrada deformavelmente à RM do dia. Útil para as primeiras frações, mas acumula incerteza à medida que a anatomia muda — novo derrame pleural, variação de preenchimento retal, ou perda de peso significativa podem invalidar o registro.

Cada abordagem tem hipóteses implícitas e cenários de falha que devem ser documentados no protocolo clínico do serviço. A validação do método escolhido deve ser parte explícita do processo de comissionamento, com testes em phantoms com densidades conhecidas. Os protocolos publicados por Cusumano et al. (2022) descrevem esse tipo de avaliação como requisito antes do uso clínico.


Commissioning e QA específico de MR-Linac

O comissionamento de um MR-Linac tem todas as complexidades de um acelerador convencional mais desafios específicos do ambiente de campo magnético. O protocolo descrito por Winkel et al. (2019) para o Unity cobre desde medições de output e perfis de feixe até verificação de dose absoluta em phantoms com campo magnético ativo, e é um ponto de partida para a elaboração de protocolos locais.

Os desafios instrumentais principais incluem câmaras de ionização — cujo fator de resposta é afetado pelo campo magnético de forma dependente da orientação da câmara em relação a B — e arrays de detectores, que devem ser qualificados especificamente para o campo antes de uso clínico. Filmes radiocrômicos (EBT3, EBT-XD) são os dosímetros mais robustos para verificação de distribuição 2D, pois não são afetados diretamente pelo campo magnético. Dosímetros MOSFET e TLD requerem validação individual no ambiente de campo antes de qualquer uso clínico.

Tabela 2 — Componentes de QA específicos de MR-Linac e suas particularidades

Componente de QA Desafio específico do MR-Linac Observação
Output absoluto (cGy/UM) Fator de correção da câmara no campo B (dependente de orientação) Verificar com fator kB determinado no comissionamento
Perfis de feixe Assimetria induzida por B; verificar vs. dados basais Campo B ativo durante medição
Coincidência isocentro RT/MRI Isocenter mecânico deve coincidir com isocenter de imagem Ferramenta dedicada (phantom de Winston-Lutz adaptado)
Dose fora do campo Electron streaming sem equivalente em linac convencional Necessita dosímetros de alta resolução espacial
Atribuição de materiais (sCT/bulk) Validação em phantom com densidades conhecidas Repetir após atualizações de software do TPS
Verificação de plano individual Dose em phantom com campo B ativo Formato (2D, 3D, ponto) definido no protocolo local
Geometria de imagem MRI Distorção por gradientes afeta localização do alvo Phantom de distorção geométrica; frequência mensal
QA do processo adaptativo Registro + recontouring + re-otimização: cada etapa com fonte de erro Auditoria periódica da cadeia completa

Um aspecto frequentemente subestimado é o QA do processo de adaptação online como cadeia integrada. Verificar apenas componentes isolados (output, perfis, geometria) não garante que o produto final — o plano adaptado entregue ao paciente — esteja correto. A cadeia de adaptação envolve registro de imagem, recontouring automático, re-otimização de plano e recálculo de dose; qualquer etapa pode introduzir erro não capturado pelas verificações individuais.


Implicações para pulmão, esôfago, mama e pelve

A relevância clínica dos efeitos dosimétricos do campo magnético é heterogênea entre sítios anatômicos, sendo proporcional à presença e variabilidade de interfaces ar-tecido.

Pulmão é um sítio particularmente sensível. A baixa densidade do parênquima aumenta a relevância das interfaces e da falta de equilíbrio eletrônico. A acurácia exige um motor que modele o campo magnético e tenha sido validado nessa geometria; aplicar uma implementação destinada a campo nulo não é uma substituição aceitável.

Esôfago apresenta o desafio adicional de que o volume de ar intraluminal varia entre frações — deglutição, refluxo, posicionamento. O ERE na parede esofagiana adjacente a ar cria picos de dose locais, mas a posição exata desses picos muda com a geometria da cavidade. A adaptação online permite acompanhar essa variabilidade, que seria invisível a sistemas convencionais de IGRT; no entanto, a dose à mucosa é difícil de predizer com precisão se o contorno da cavidade de ar não for atualizado a cada fração.

Mama inclui interfaces tecido-ar na superfície cutânea onde o ERE pode resultar em dose de superfície elevada em determinadas orientações de campo e gantry. Em esquemas de hipofração, onde a dose por fração é maior e a tolerância à dose cutânea é um fator limitante, esse efeito tem implicação clínica direta. A dosimetria de superfície em MR-Linac requer dosímetros específicos (filmes extrabolus, detectores de superfície finos) que devem ser parte do protocolo de comissionamento.

Pelve (próstata, colo de útero, reto) tem menor proporção de ar do que pulmão e esôfago, o que reduz a magnitude do ERE em relação a esses sítios. No entanto, interfaces com reto e bexiga continuam sendo relevantes, especialmente quando há gás retal variável entre frações. O principal benefício clínico do MR-Linac em pelve é a visibilidade superior de tecidos moles em RM, que permite delineamento preciso de próstata, vesículas seminais e estruturas linfonodais sem contraste. A evidência de validação dosimétrica é mais robusta para pelve do que para pulmão e esôfago, o que reflete tanto o número de centros tratando próstata em MR-Linac quanto a menor complexidade dosimétrica do sítio.

A aplicação de MR-Linac a sítios menos estudados — como pâncreas, fígado e tumores de cabeça e pescoço — requer cautela adicional e idealmente coleta prospectiva de dados dosimétricos como parte de protocolos de pesquisa formais.


Perguntas frequentes

O GPUMCD pode ser usado para todos os casos clínicos do Unity sem restrições?

A implementação Monte Carlo fornecida para o fluxo clínico do equipamento inclui modelagem do campo magnético, mas seus limites continuam definidos pelo produto, versão e comissionamento. Implantes, cavidades complexas e anatomias fora do conjunto de testes podem justificar verificação adicional. O protocolo local deve registrar esses limites sem assumir que o nome GPUMCD garante comportamento idêntico em todas as plataformas.

Qual é a diferença prática entre dose to medium (D~m~) e dose to water (D~w~) no contexto do MR-Linac?

A convenção reportada deve ser confirmada na versão clínica. D~m~ e D~w~ não são rótulos intercambiáveis, sobretudo em materiais cuja composição difere da água. O problema prático surge quando restrições históricas e a distribuição calculada usam convenções diferentes; essa relação deve ser documentada no processo de implementação.

O synthetic CT gerado a partir de RM é suficientemente preciso para substituir a TC de planejamento em todos os sítios?

Não de forma universal. A acurácia do sCT varia por sítio anatômico, qualidade de imagem e método de geração (aprendizado de máquina, atlas ou bulk density). Para pelve, os resultados publicados são geralmente favoráveis. Para pulmão, a variabilidade de densidade do parênquima e a maior sensibilidade ao ERE tornam a precisão do sCT mais crítica. A validação do método escolhido deve ser realizada localmente, com phantoms de densidade conhecida, e não apenas assumida a partir de publicações de outros centros com hardware e software potencialmente diferentes.

Quais dosímetros são adequados para verificação de dose em campo magnético?

Filmes radiocrômicos (EBT3, EBT-XD) são a opção mais robusta para distribuições 2D, pois não são afetados diretamente pelo campo magnético estático. Câmaras de ionização podem ser usadas para dose pontual com fatores de correção específicos para a orientação da câmara em relação a B — esses fatores devem ser determinados no comissionamento, não assumidos de publicações com geometrias diferentes. Dosímetros MOSFET e TLD requerem validação individual no campo antes do uso clínico. Arrays de detectores devem ser qualificados especificamente; nem todos os modelos comerciais são adequados sem modificações ou fatores de correção documentados pelo fabricante.

O MR-Linac elimina a necessidade de QA de imagem convencional?

Não. O MR-Linac adiciona exigências de QA relacionadas ao campo magnético e à cadeia de adaptação online, mas não elimina os requisitos de QA de imagem. A distorção geométrica da RM por gradientes e susceptibilidade magnética é uma fonte de erro relevante: se o tumor aparece em uma posição deslocada por distorção de gradiente, o tratamento será mal centrado independentemente da qualidade do cálculo de dose. O QA de geometria de imagem MRI — distorção, resolução, contraste — é componente obrigatório do programa de QA. Além disso, o QA do processo adaptativo como cadeia integrada (registro + recontouring + re-otimização + recálculo) deve ser auditado periodicamente, pois erros podem surgir na integração das etapas mesmo quando cada componente individual está dentro da especificação.


Referências

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  2. Winkel D, Bol GH, Kroon PS, van Asselen B, Hackett SS, Werensteijn-Honingh AM, et al. Adaptive radiotherapy: the Elekta Unity MR-linac concept clinical implementation in an MR-linac consortium. Radiother Oncol. 2019. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32432405/

  3. Cusumano D, Boldrini L, Dhont J, Fiorino C, Green O, Grimwood A, et al. Artificial intelligence in magnetic resonance guided radiotherapy: Medical and physical considerations on state of art and future perspectives. Phys Med. 2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35235188/

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