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Atualização CPT 2026 Traz Mudanças Significativas para a Radiologia

A atualização dos códigos CPT (Current Procedural Terminology) para 2026 representa uma das maiores revisões dos últimos anos na área de radiologia. São 288 novos códigos, 46 revisados e 84 deletados — números que refletem a rápida evolução tecnológica do setor. Para clínicas e serviços de diagnóstico por imagem, entender essas mudanças é essencial para manter o faturamento correto e evitar glosas.

Sala de radiologia com equipamentos de raio-X representando as atualizações de códigos CPT para radiologia em 2026
Equipamentos de diagnóstico por imagem: os códigos CPT que os descrevem passaram por revisão significativa em 2026

Na minha experiência, atualizações desse porte costumam pegar muitos serviços desprevenidos. Quem não acompanha as mudanças corre o risco de faturar incorretamente ou deixar de cobrar por procedimentos que agora possuem códigos específicos. Vamos analisar as principais alterações.

Novos Códigos para Angiotomografia e Perfusão Cerebral

Uma das mudanças mais relevantes para a radiologia diagnóstica envolve a angiotomografia (CTA) e a perfusão cerebral por TC. O novo código 70471 passa a cobrir a CTA de cabeça e pescoço com contraste, agrupando imagens sem contraste quando realizadas na mesma sessão. Complementando, o código +70472 descreve a perfusão cerebral por TC quando realizada na mesma sessão que uma TC de crânio ou CTA de cabeça e pescoço.

Já o código 70473 cobre a perfusão cerebral por TC quando realizada sem uma TC de crânio ou CTA concomitante. Essa separação é fundamental para refletir a prática clínica atual, especialmente no atendimento a pacientes com suspeita de AVC, onde a rapidez no diagnóstico é determinante. Profissionais que trabalham com sistemas PACS integrados perceberão o impacto direto dessas mudanças no fluxo de trabalho.

Revascularização de Membros Inferiores: Redesign Completo

Talvez a mudança mais radical afete a codificação de revascularização de membros inferiores. Os códigos legados 37220-37235 foram deletados e substituídos por aproximadamente 46 novos códigos que refletem a complexidade da lesão e múltiplos territórios vasculares, incluindo intervenções inframalleolares.

Esse redesign completo exige atenção redobrada dos radiologistas intervencionistas e suas equipes de faturamento. A codificação agora é mais granular, o que permite um reembolso mais preciso, mas também demanda maior conhecimento técnico na hora de codificar. Quem trabalha com gestão de glosas sabe que a transição entre codificações antigas e novas é um período particularmente sensível.

IA Diagnóstica Ganha Códigos Categoria I

Uma novidade que reflete a evolução tecnológica é a inclusão de novos códigos Categoria I para ferramentas de inteligência artificial em diagnóstico. Agora existem códigos específicos para IA que detecta nódulos pulmonares em TC de tórax e IA que identifica sinais de AVC em exames cerebrais. Essa formalização na tabela CPT representa um marco importante para a adoção de IA na prática radiológica, pois viabiliza o reembolso por esses serviços.

Novos Códigos Categoria III para Tecnologias Emergentes

Além dos códigos Categoria I, a atualização traz novos códigos Categoria III (temporários, para tecnologias em avaliação) que incluem:

  • Monitoramento hemodinâmico de veia cava inferior (VCI)
  • Ablação prostática benigna por ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU)
  • Ablação a laser de tumores mamários
  • Tomografia de coerência óptica neurovascular
  • Dosimetria de campos de tratamento de tumores

Esses códigos sinalizam para onde o campo está caminhando e permitem que serviços de saúde comecem a rastrear a utilização dessas tecnologias emergentes.

Impacto na Radioterapia

A atualização também contempla códigos novos para entrega de tratamento em radioterapia e radioterapia superficial, o que afeta diretamente os serviços de radioterapia e suas rotinas de codificação.

Recomendações Práticas

Para se preparar adequadamente, recomenda-se: revisar todos os códigos deletados e identificar seus substitutos; atualizar os sistemas de faturamento e laudos com os novos códigos; treinar a equipe de codificação nas mudanças de revascularização de membros inferiores; e verificar se ferramentas de IA utilizadas possuem código CPT correspondente. O ACR (American College of Radiology) disponibiliza recursos detalhados para auxiliar nessa transição.

Fonte: American College of Radiology (ACR)

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