Selecionar equipamentos de radioterapia com especificações técnicas bem definidas é o tipo de decisão que influencia anos de operação clínica: do primeiro orçamento ao dia em que a equipe precisa manter o tratamento seguro, consistente e auditável.
Este guia completo organiza os pontos essenciais do documento de referência em uma narrativa prática: o que está dentro do escopo, quais são as categorias de equipamentos, como os pacotes se relacionam com a capacidade do sistema de saúde e por que a avaliação de necessidades precisa ser tratada como um processo de gestão (e não como uma compra pontual).
Capítulo 1: Especificações Técnicas de Equipamentos de Radioterapia
O ponto de partida do Capítulo 1 é direto: radioterapia depende de dispositivos eletromecânicos e software complexos, e a especificação técnica é o que transforma essa complexidade em compra racional, implantação segura e operação com qualidade.
No contexto que motivou a publicação, a Organização Mundial da Saúde já havia consolidado, em 2017, listas de dispositivos médicos prioritários para o manejo do câncer, conectando esses itens à incorporação em sistemas de saúde. A radioterapia aparece ali como componente central do cuidado oncológico, tanto em cenários curativos quanto paliativos.
O texto é explícito ao quantificar o impacto potencial: radioterapia pode beneficiar cerca de 50% dos pacientes oncológicos ao longo da doença. Para câncer do colo do útero, o benefício populacional da radioterapia baseada em evidências é descrito como particularmente alto, com ganho de 18% em sobrevida global em 5 anos e 33% de controle local em 5 anos. Em paralelo, ampliar o acesso à radioterapia é apontado como uma das ações estratégicas para alcançar a meta de 90% de tratamento na estratégia global de eliminação do câncer do colo do útero como problema de saúde pública.
Na prática, esse pano de fundo muda o tom da conversa: não se trata apenas de escolher um equipamento “bom”, mas de especificar, selecionar, treinar e sustentar um conjunto de tecnologias que precisa funcionar com precisão todos os dias, com segurança para pacientes, equipe e público.
A publicação se propõe a apoiar exatamente esse momento de decisão. Ela foi construída para um comitê multidisciplinar que inclui oncologistas radioterápicos, físicos médicos e engenheiros biomédicos, mas também profissionais de TI, finanças e planejamento. Em vez de listar marcas, o foco é oferecer modelos de especificação e orientar a seleção das tecnologias apropriadas para procedimentos clínicos realizados com segurança e boa qualidade.
Outro detalhe relevante: o documento declara que se apoia em especificações técnicas anteriores (incluindo uma publicação de 2008) e amplia o escopo para incluir não só o equipamento de tratamento, mas também imagem associada, software de planejamento, software de gestão de informações e equipamentos de apoio.
Como Ler a Série (e Por Onde Começar)
A estrutura do material é pensada para ser usada como roteiro: um capítulo define o escopo e a lista de itens principais; outro organiza pacotes de equipamentos por capacidade do sistema de saúde; depois vêm capítulos que detalham itens de EBRT e de braquiterapia em um formato repetível (descrição, normas, especificação exemplo, segurança radiológica e recomendações de garantia da qualidade); e, por fim, há capítulos sobre implantação do serviço e tecnologias emergentes. Se você quer ver esse mapa completo antes de mergulhar nos detalhes, confira o artigo dedicado à estrutura do documento e ao uso prático de cada parte.
Escopo, Exclusões e Público-Alvo (Ainda no Capítulo 1)
O escopo foi desenhado para o “miolo” da radioterapia em câncer, incluindo equipamentos de tratamento, imagem associada, softwares e itens de apoio que sustentam a qualidade e a segurança.
O texto conecta a escolha de equipamentos às necessidades de seis cânceres utilizados como referência (mama, colo do útero, colorretal, leucemia, pulmão e próstata), destacando que todos podem ser tratados com radioterapia externa (EBRT) com ou sem braquiterapia, com exigência de imagem e planejamento. Há uma menção específica de que câncer do colo do útero e de próstata são elegíveis para uma intervenção de braquiterapia de alta taxa de dose (HDR), reforçando por que um serviço “completo” não pode ignorar esse componente.
Também há exclusões claras. Tratamentos com fontes radioativas não seladas (por exemplo, iodo-131 para tireoide) não são cobertos. Modalidades menos frequentes como nêutrons, prótons e íons leves (por exemplo, carbono) ficam fora do conjunto de especificações detalhadas. O documento reconhece que há evidências emergentes de melhor preservação de órgãos de risco com prótons em cenários específicos (incluindo oncologia pediátrica), mas aponta a falta de evidências de custo-efetividade e vantagem no contexto de países de baixa e média renda, deixando a discussão dessas tecnologias para o capítulo de tecnologias emergentes.
Quanto ao público-alvo, a mensagem é simples: a decisão não é “um pacote único” que serve para todo mundo. Ela depende de fatores como plano nacional de controle do câncer, infraestrutura, disponibilidade de força de trabalho especializada (oncologistas radioterápicos, físicos médicos, tecnólogos em radioterapia e engenheiros biomédicos/clínicos), orçamento e, em alguns países, cobertura por seguro/financiamento público. Por isso, o texto mira tanto equipes técnicas quanto gestores, compradores e autoridades regulatórias. Até fabricantes entram na equação, com a expectativa de que cumpram especificações para entregar equipamentos seguros, de qualidade e financeiramente acessíveis, adequados para uso em ambientes com recursos limitados.
Tabela 1: Principais Categorias de Equipamentos Cobertos
A Tabela 1 funciona como uma visão panorâmica do que precisa entrar na conversa quando se fala em radioterapia “de verdade”: não é só a máquina de tratamento, e sim o ecossistema que permite planejar, registrar, verificar e manter a qualidade.
| Categoria | Itens |
|---|---|
| Equipamentos principais de tratamento |
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| Imagem associada |
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| Software de planejamento |
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| Software de gestão de informação |
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| Equipamentos de apoio (ancilares) |
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Fonte: WHO/IAEA Technical Specifications of Radiotherapy Equipment for Cancer Treatment (Table 1).
Duas observações caem bem aqui. A primeira: o documento deixa claro que há itens clínicos “de rotina” (bandejas, curativos, pinças, anestesia etc.) que não entram nessa especificação porque já aparecem em listas de dispositivos prioritários. A segunda: mesmo dentro do escopo, muita coisa depende de integração e fluxo de informação. Quando o texto fala em TPS e OIS (com RVS), ele está falando de um serviço em que planejamento, registro e verificação não podem ser improvisados.
Se você quer reforçar essa parte de interoperabilidade na sua rotina, duas leituras úteis dentro do próprio blog são o guia prático de DICOM para sistemas de imagem médica e o artigo sobre comunicação DICOM (SOPs, DIMSE e rede na prática). Eles ajudam a conectar o “DICOM-compatível” do TPS com o que isso significa, de verdade, em rede e integração.
Capítulo 2: EBRT, Braquiterapia e Pacotes de Equipamentos
O Capítulo 2 organiza a seleção em torno de duas práticas (EBRT e braquiterapia) e traduz essa divisão em pacotes de equipamentos ligados à capacidade do sistema de saúde, com um método explícito de avaliação de necessidades.
A separação conceitual é simples: em EBRT a fonte de radiação ionizante está fora do paciente; em braquiterapia, a fonte fica dentro ou muito próxima do alvo. O documento também quantifica um fato operacional importante: globalmente, a razão entre unidades de EBRT e de braquiterapia é superior a 9:1 segundo o banco DIRAC. Isso explica por que muitos serviços funcionam apenas com EBRT, encaminhando pacientes que precisam de braquiterapia.
Mesmo assim, a premissa adotada é a de um serviço que ofereça ambas as práticas. Essa abordagem “completa” aparece como essencial no cuidado do câncer do colo do útero, em que um curso de EBRT costuma ser realizado em paralelo a um curso de braquiterapia.
Avaliação de Necessidades: Comparar o Que Existe com o Que Deveria Existir
A lógica do capítulo é pragmática. Primeiro, definir um padrão do que deveria estar disponível (as listas de dispositivos prioritários podem funcionar como referência, junto de um plano nacional de controle do câncer). Depois, medir o que está disponível no serviço, na região ou no país. A diferença entre “o que há” e “o que deveria haver” define a necessidade. A partir daí, entra a parte que muita gente tenta pular: revisar recursos financeiros e humanos para fechar a lacuna e, se os recursos forem limitados, estabelecer prioridades com participação de quem comissiona, de usuários do serviço e de quem opera o cuidado.

O capítulo coloca essa avaliação dentro de um quadro de gestão de tecnologia em saúde, em que “seleção” é apenas uma parte do trabalho. O modelo também ajuda a explicar por que a discussão de radioterapia vira rapidamente uma discussão de governança: segurança e performance precisam de regulação; efetividade clínica e impacto organizacional pedem avaliação; e a rotina (compras, seleção, treinamento e uso) exige gestão contínua.
| Regulação | Avaliação | Gestão |
|---|---|---|
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Fonte: WHO/IAEA Technical Specifications of Radiotherapy Equipment for Cancer Treatment (Figure 1; Source: WHO 2011).
Tabela 2: Pacotes de Equipamentos para Serviços de EBRT
A Tabela 2 descreve três pacotes progressivos. O documento deixa claro que as especificações detalhadas cobrem os Pacotes 1 e 2 (voltados a ambientes com recursos limitados) e que as capacidades adicionais do Pacote 3 não entram no escopo de especificação detalhada, embora possam ser desenvolvidas por serviços bem estabelecidos usando a mesma estrutura.
| Componente (EBRT) | Pacote 1 | Pacote 2 | Pacote 3 |
|---|---|---|---|
| Unidade de tratamento | Cobalto-60 (de preferência pelo menos uma unidade com SAD de 100 cm) e/ou LINAC de energia única de fótons; unidade de raios X de ortovoltagem conforme necessidade | Pacote 1 + unidade(s) adicional(is) de energia única de fótons e/ou LINAC de múltiplas energias com capacidade de elétrons | LINAC(s) adicional(is) de múltiplas energias com elétrons e capacidades de IMRT, VMAT, IGRT, SRS e SBRT |
| Acessórios da unidade | Sistema de lasers para posicionamento; blocos de blindagem padrão e personalizados; OIS (incluindo RVS); imagem portal | Sistema de lasers para posicionamento; blocos personalizados com ou sem MLC; OIS (incluindo RVS); EPID | Sistema de lasers para posicionamento; MLC ou mini-MLC ou cones; OIS (incluindo RVS); EPID; imagem em sala (MV ou kV) para IGRT; sistema de gerenciamento de movimento para IGRT; OIS (incluindo RVS) |
| Planejamento do tratamento | TPS 3D (compatível com DICOM) | TPS 3D (compatível com DICOM) | TPS 3D com capacidades adicionais (IMRT, VMAT, IGRT, SRS, SBRT) |
| Imagem para simulação | Simulador digital convencional com sistema de lasers; acesso a um tomógrafo | Pacote 1 + simulador de TC dedicado com sistema de lasers móvel | Simulador de TC com sistema de lasers móvel e capacidade adicional de 4DCT; acesso a MRI e/ou PET/CT; marcadores fiduciais |
Fonte: WHO/IAEA Technical Specifications of Radiotherapy Equipment for Cancer Treatment (Table 2).
Um detalhe que muita gente subestima é o papel das opções dentro do pacote. O próprio texto cita escolhas como LINAC monoenergia versus multi-energia, e a presença (ou não) de MLC. A função dos capítulos técnicos, aqui, é justamente expor vantagens e desvantagens desses caminhos para apoiar seleção.
Outro ponto operacional aparece de forma transparente: ao desenhar um novo serviço de EBRT, vale decidir cedo se o serviço terá uma unidade de tratamento externa ou duas. Departamentos com apenas uma máquina podem ficar incapazes de tratar pacientes em caso de falha e também podem não acompanhar uma demanda que cresce. A recomendação do documento é considerar, quando possível, iniciar com duas unidades e planejar expansão futura. Se a escolha envolver teleterapia com cobalto-60, há a observação de que combinar uma unidade com SAD de 100 cm e outra com SAD de 80 cm pode trazer vantagens em economia de recursos (o texto remete a uma seção específica para esse ponto).
Leitura Recomendada 1: Pacotes e Implementação
O capítulo oferece a base conceitual para transformar a pergunta “o que comprar?” em um roteiro de avaliação de necessidades, priorização e gestão de implantação. No artigo dedicado, aprofundamos como aplicar os pacotes no planejamento e na implementação, conectando lacunas identificadas, capacidade de equipe e estratégia de expansão.
Leitura Recomendada 2: Especificações de EBRT (Capítulo 3)
Para EBRT, o documento descreve um formato consistente de especificação por item: descrição geral do equipamento, normas IEC/ISO relevantes, uma especificação exemplo, medidas de segurança e proteção radiológica e recomendações de garantia da qualidade. Se você quiser ver como esse formato se desdobra nos itens de EBRT, confira o artigo detalhado sobre especificações técnicas de equipamentos de EBRT.
Leitura Recomendada 3: Acessórios, Alinhamento e Imagem (EBRT)
Lasers de posicionamento, blocos personalizados, MLC, EPID e imagem em sala aparecem como componentes que mudam o patamar de capacidade do serviço. A tabela também cita gerenciamento de movimento para IGRT quando o serviço evolui. Para uma discussão item a item desse conjunto, veja o artigo dedicado aos acessórios e sistemas associados ao tratamento externo.
Leitura Recomendada 4: Dosimetria, Controle de Qualidade e Segurança
Mesmo quando a conversa começa pelo acelerador, o documento insiste em uma visão de serviço: dosimetria, controle de qualidade e segurança radiológica entram como equipamentos de apoio essenciais, e as recomendações de garantia da qualidade são parte do formato de especificação. No artigo específico, aprofundamos os equipamentos de dosimetria e QC e como eles sustentam segurança do paciente.
Leitura Recomendada 5: Superficial/Ortovoltagem
A unidade de raios X superficial/ortovoltagem aparece no escopo do documento e, no desenho de pacotes, pode ser incluída conforme necessidade. Para entender onde ela se encaixa e como ela é tratada nas especificações, confira nosso artigo dedicado a unidades superficiais e ortovoltagem.
Leitura Recomendada 6: Braquiterapia (Capítulo 4)
Braquiterapia é tratada como prática distinta de EBRT e, ao mesmo tempo, como componente indispensável de um serviço realmente completo, especialmente para câncer do colo do útero. O documento inclui afterloader como item principal e dedica um capítulo ao conjunto de equipamentos de braquiterapia dentro dos pacotes. Para esse mergulho, veja o artigo detalhado sobre especificações de equipamentos de braquiterapia.
Capítulo 5: Estabelecimento do Serviço e Aquisição de Dispositivos
O Capítulo 5 amplia o foco: além de escolher equipamentos, você precisa construir um serviço, com processos e pessoas, e a aquisição é apenas uma parte desse ecossistema.
O resumo executivo descreve esse capítulo como uma visão geral da implantação de um serviço abrangente, incluindo a compra de dispositivos médicos relevantes. Ele cobre atividades e perfis profissionais envolvidos e aponta referências para publicações mais completas sobre o tema. A utilidade, aqui, é orientar quem está com a responsabilidade real de comissionar o serviço a olhar para o todo, sem tentar resolver “apenas com uma compra”.
Se você quer transformar essa visão em um checklist operacional, confira o artigo dedicado à implantação do serviço, segurança do paciente e gestão da qualidade, que conecta o raciocínio do documento à rotina de planejamento e governança.
Capítulo 6: Tecnologias Emergentes e Avaliação de Tecnologia em Saúde
O Capítulo 6 lembra que a radioterapia não para de mudar: novas tecnologias surgem e precisam ser avaliadas antes de serem incorporadas, especialmente em cenários com recursos limitados.
O documento usa a estrutura de Avaliação de Tecnologia em Saúde (HTA) como lente para decidir o que faz sentido implantar. A definição é ampla: uma avaliação sistemática das propriedades, efeitos e impactos de uma tecnologia em saúde, considerando consequências diretas e indiretas, intencionais e não intencionais. O objetivo é apoiar decisões de política e gestão, com análise interdisciplinar e métodos explícitos.
Na prática, essa avaliação pode incluir (entre outros componentes) análise de custo-benefício, revisão de evidências de eficácia e desempenho, revisão do processo de implantação e revisão de segurança do paciente. O capítulo seleciona tecnologias e técnicas que merecem esse tipo de avaliação antes de uma adoção mais ampla.
Braquiterapia Eletrônica
Um exemplo citado é a braquiterapia eletrônica, em que fontes seladas tradicionais (como cobalto-60 e irídio-192) poderiam ser substituídas por tubos de raios X miniaturizados. O texto menciona estudos iniciais promissores em aplicações para câncer do colo do útero. As vantagens potenciais são claras: reduzir a necessidade de substituição periódica de fontes radioativas e diminuir desafios regulatórios ligados à segurança e à proteção dessas fontes.
O mesmo trecho traz o freio técnico: é preciso mais evidência para confirmar eficácia em diferentes sítios e comprovar confiabilidade dos tubos. Se a substituição do tubo for frequente, a custo-efetividade em cenários de recursos limitados pode se tornar questionável. Em outras palavras, a tecnologia pode ser interessante, mas só faz sentido quando os detalhes de manutenção, confiabilidade e custo total do ciclo de vida fecham a conta.
Radioterapia Guiada por Imagem e Radioterapia Adaptativa
O capítulo também revisita o papel da imagem na radioterapia. A imagem sempre esteve presente, mas nos últimos 10–15 anos a combinação de imagem digital e controle computacional ampliou opções tanto para simulação quanto para o momento do tratamento. O texto cita exemplos de imagem dedicada ao planejamento, como MRI para colo do útero e próstata e PET-CT para câncer de pulmão e tumores de cabeça e pescoço, com o objetivo de melhorar a delimitação do alvo.
Na sala de tratamento, a imagem dedicada é tratada como instrumento de cobertura do alvo e, ao mesmo tempo, como uma camada adicional de segurança para confirmar o posicionamento correto. Quando a imagem é rápida e em tempo real imediatamente antes do tratamento, abre-se a possibilidade de radioterapia adaptativa, em que o plano é modificado com base nas imagens do dia. O documento menciona que uma tabela do capítulo lista opções de imagem e reforça que qualquer expansão de imagem em simulação e guiamento precisa passar por investigação via HTA.
Considerações Finais
Se você está montando ou atualizando um serviço de radioterapia, a contribuição mais valiosa do documento é a organização do problema: escopo claro, lista objetiva de itens, pacotes graduais e um método de avaliação de necessidades conectado a regulação, avaliação e gestão.
Use este guia como mapa e, quando quiser aprofundar, vá direto aos artigos dedicados ao longo do texto. Eles foram pensados para descer um nível: de “o que entra no pacote” para “como especificar, adquirir, implantar e sustentar com qualidade”.
Créditos e Referência
Baseado na publicação Technical specifications of radiotherapy equipment for cancer treatment (2021), disponibilizada sob licença Creative Commons CC BY-NC-SA 3.0 IGO, com ISBN 978-92-4-001998-0 (versão eletrônica) e 978-92-4-001999-7 (versão impressa). As figuras e tabelas reproduzidas aqui são atribuídas à fonte original.
Esta versão em português é uma adaptação/reescrita do material de referência; não foi produzida pela OMS, que não se responsabiliza pelo conteúdo ou pela precisão desta adaptação. Para fins de referência, a edição inglesa original permanece como a versão autêntica.




